
Domingo em casa, nada pra fazer, chovendo muito aqui em São José dos Campos, um filme nacional caiu muito bem. A Versão ficcional da vida de Sandro Nascimento, ex-menor de rua, assaltante e sobrevivente da Chacina da Candelária, que cometeu o seqüestro do ônibus da linha 174, em junho de 2000 no Rio de Janeiro, é muito bem retratada nesse filme nacional, que diga-se de passagem, um dos melhores.
Sinopse: Rio de Janeiro, 1983. Marisa (Cris Vianna) amamenta o pequeno Alessandro (Marcello Melo Jr.), em sua casa na favela. Viciada em drogas, assiste impotente seu filho ser retirado de suas mãos pelo chefe do tráfico local, devido à uma dívida não paga. Dez anos depois Sandro (Michel Gomes), filho único, vê sua mãe ser morta por dois ladrões. Apesar de ficar sob os cuidados da tia, ele decide fugir e passa a conviver com um grupo de garotos que dorme na igreja da Candelária, onde tem acesso ao mundo das drogas. Apesar de não saber ler ou escrever, Sandro sonha em ser um famoso compositor de rap. Para tanto ele espera a ajuda de Walquíria (Anna Cotrim), que realiza um trabalho voluntário junto a meninos de rua. Só que Sandro testemunha mais uma tragédia, a chacina da Candelária, onde 8 meninos de rua foram mortos pela polícia. Este evento aproxima Sandro e Alessandro, que passam a ter um forte convívio.
O diretor Bruno Barreto interessou-se pela história após assistir ao documentário Ônibus 174 (2002) que também narra a historia real.
Neste Filme Pela 1ª vez em sua carreira Bruno Barreto trabalhou com não-atores ou atores com pouca experiência, vindos de grupos teatrais de comunidades carentes do Rio de Janeiro.
Esse filme foi a Estréia do ator Marcello Melo Jr. no cinema. Sua escolha para o papel ocorreu apenas 3 semanas antes do início das filmagens.
O Diretor decidiu por filmar todos os exteriores do ônibus 174 com câmeras de TV, posicionadas onde estavam quando ocorreu a cobertura do fato ao vivo. A intenção era passar a idéia de que seria material de noticiário. Já as cenas internas foram filmadas em película, visando uma encenação mais cinematográfica.
Este filme foi selecionado como o representante brasileiro ao Oscar 2008 de melhor filme estrangeiro e acabou perdendo a estatueta para a produção austríaca "The counterfeiters", de Stefan Ruzowitzky, que levou o prêmio.
Comentários
Postar um comentário
Deixe aqui o seu comentário para esta postagem!